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ECMM – Embarcação costeira múltipla modular – Catamarã

EMBARCAÇÃO COSTEIRA MULTIPLA  MODULAR-  ECMM

  

 

Embora tenhamos uma das maiores costa marítima do mundo e a maioria das grandes cidades do Brasil estejam localizadas na região costeira, a tradição brasileira não gerou um modelo próprio de  embarcação, excetuando a jangada e nos vemos repetindo formas antigas como traineiras, saveiros, baleeiras, etc.

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Para aproveitar esse imenso potencial de forma segura propomos a utilização de uma embarcação que é tudo que um pequeno armador quer: barata, versátil, rápida, multiuso, insubmersível e indestrutível.

 

ECMM. Modular, Desmontável, Insubmergível e Incombustível.

 

O Método ECMM  é baseado na MODULARIDADE, isso é, cascos, convés e casaria são independentes, e parafusados entre si, como na industria aeronáutica que tem asas independentes da fuselagem. Esse conceito modular foi aplicado a uma embarcação de duplo casco estanque com convés plano corrido e casaria resistente.

 

Por serem modulares e independentes, os cascos podem ser fabricados em local remoto afastado do estaleiro permitindo a terceirização. Em função disto tem dimensões compatíveis com o container de 40”, o que lhe confere fácil transporte  devido a farta oferta desse tipo de utilização.

Os cascos são idênticos, simétricos e se constituem de caixas flutuantes estanques, dimensionados para aproveitar as chapas de aço nas dimensões comerciais, minimizando as necessidades de equipamentos para sua fabricação. Cada casco de 12 x 1 x 2 m tem poder de flutuação de  20 ton e por serem estanques e insubmersíveis, tornam o ECMM uma embarcação de altíssima segurança.

 

O amplo convés é uma estrutura plana de 12x 5x 0,4m, fabricado em chapa, cavername e treliçado,  aparafusado nos cascos e na casaria, bem como receberá todos os equipamentos de modo modular e removível, tornando a estrutura extremamente versátil, servindo a vários usos, já que grandes modificações podem ser feitas instantaneamente.

 

A casaria é uma estrutura em pórtico que adiciona resistência á torção ao conjunto e permite a passagem até de um veículo por baixo. O fechamento dianteiro com uma rampa levadiça, opcional, acentuaria essa possibilidade, e a cabine avançada e elevada confere a essa embarcação um alto grau de visibilidade e habitabilidade.

 

Esses pressupostos permitem a utilização de equipamento de linha de grande serie de fabricação, tal como tanques de óleos em plástico rotomoldados da linha rodoviária, refrigeração por água doce pressurizada, direção hidráulica padronizada, painéis elétricos e instrumentação de série, tudo de baixo custo e de fácil aquisição e reparo.

 

Tal embarcação tem utilidade múltipla, servindo desde a pesca de arrasto dentro da baia, a de linhão em alto mar, a recreativa de pesca e cruzeiro, o transporte costeiro e em rios, bem como apoio á atividades costeiras.

 

A versatilidade e o rápido e fácil reaparelhamento para outra atividade é a chave do sucesso econômico dessa embarcação. Por exemplo: no DEFESO da lagosta, essa embarcação, que tem um amplo convés para estocar as armadilhas em forma de caixa, seria preparada para TURISMO náutico ou mergulho, suprindo em parte as perdas pela atividade suspensa.

 

Com calado de 0,5m para deslocamento leve de 8 ton, pode entrar em qualquer estuário, e receber cargas de até 12 ton, podendo embarcar e desembarcar um caminhão pela prancha levadiça de proa, mesmo em um barranco de rio.

 

Como a atividade fluvial exige uma interação barco-homem mais próxima, o sistema de propulsão proposto é baseado em um tubo fixo com mancal resistente ao empuxo no lado do hélice, e um eixo rotativo interno, com buchas de centragem lubrificadas a óleo, o mesmo do mancal. Esse arranjo elimina o perigoso eixo rotativo exposto que passa a trabalhar ao torque, e não mais a flambagem, podendo ser muito mais fino e em aços mecânicos e não inox.

 

Hélices entubadas e suspendíveis facilitariam essa atividade fluvial, uma inovação interessante.

 

Algumas versões podem ser movidas por propulsores elétricos, facilitando a montagem mecânica e baixando o nível de ruído, mas não o custo. A atividade turística será a maior beneficiada.

 

Para se montar essa embarcação não é necessário o estaleiro tradicional, bastando uma carreira ou praia, onde os componentes possam ser aparafusados entre si por uma equipe mínima, praticamente sem equipamentos ou maquinas.

 

O duplo casco tem velocidade bem maior que o mono casco tradicional, usando seu coeficiente de bloco baixo, e a alta razão de aspecto, para obter velocidades bem acima da característica do comprimento. O metacentro dos bascos de duplo casco também favorecem ao menor jogo em mar pesado o que é tranquilizador.

 

O convés desimpedido e largo, os equipamentos de içar e a cabine de comando com visão absoluta, para frente e para trás, facilitam o uso múltiplo dessa embarcação.

 

Tal embarcação devido a sua velocidade, versatilidade, baixíssimo custo, facilidade operacional e produção em massa, seria a ideal para ocupar a área próxima da costa da ZEE, servindo também para colaborar com a defesa do território e ocupando o mar.