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Akubaré – Biodigestor transportável

BIODIGESTOR  AKUBARÉ

 

 

A recente redescoberta do valor energético e sustentável do biogás trouxe uma profusão de desenvolvimentos na área do processamento, compressão e emprego em motores.

 

E outra profusão de normas, interferências de todos os tipos, e, mais ainda, de DESINFORMAÇÃO: centenas de empresas, principalmente europeias, reivindicam avanços e inovações – que existem a mais de um século.

 

Mas seja qual for o avanço, tudo passa pela existência do biogás, e para isso, necessariamente, deve existir um biodigestor.

 

Historicamente existiam apenas 3 tipos de biodigestores no mundo: o indiano, o chinês e o da MARINHA BRASILEIRA.

 

A Índia e a China são os maiores utilizadores de biogás, e seus modelos refletem as condições ambientais e necessidades próprias deles.

 

O biodigestor da MARINHA BRASILEIRA tem uma antiga e nobre origem Imperial: D.Pedro II o teria desenvolvido para suprir os faróis da costa brasileira

com um combustível que não esfumaçasse as lentes, o que acontecia com o óleo.

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O último aperfeiçoamento em biodigestores ocorreu com os UASB, desenvolvido para esgotos de baixa carga orgânica na fria Europa.

 

No Brasil a situação é radicalmente diversa, onde alta concentração orgânica e alta temperatura ambiente têm o potencial para acelerar os processos de digestão biológica produzindo resultados ultrarrápidos. Essa oportunidade foi

bem aproveitada por D Pedro II, e agora por nós.

 

O BIODIGESTOR CARIOCA atende a uma necessidade bem definida: a OPERAÇÃO DESCOMPLICADA.

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A maioria das aplicações comerciais tendem a supervalorizar os biodigestores com processos contínuos, mas a produção de gases depende de fases complexas e bactérias distintas consumindo substratos heterogêneos.

Isso é, o processo não é contínuo. Ocorrem em várias vias sequenciais de reações descontínuas, com distintos grupos de micro-organismos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nessa condição empregar um único vaso gigantesco e esperar que as diversas tribos de bactérias convivam pacificamente é tirar a média por baixo. E uma contaminação severa pode perturbar e paralisar o processo.

 

E CONTAMINAÇÕES OCORREM SIM. E obrigam a limpeza do reator, ou a uma operação de reinoculação, que se em escala total se torna difícil e demorada. No meio de uma safra pode ser desastroso.

 

Trabalhando em bateria de reatores, simplifica-se a biodigestão. A operação em bateria de reatores funcionando por batelada formando uma sequência de diversos vasos com facilidade para monitorar, misturar, inocular e descarregar a biomassa foi adotada como a mais confiavel.

A monitoração da concentração do gás, da temperatura e a análise das amostras de uma batelada permite o controle quase particular de cada porção, permitindo que se maximize a produção e qualidade do gás.

Alguns trabalhos mostram que é possível controlar a acidez e alterar o perfil de produção dos gases com adição de inóculos, calcários e injeção de gases

 

O Biodigestor CARIOCA é formado por vários reatores do tamanho de um contêiner de 6 metros, fácil de transportar, em aço, fibra de vidro ou inox, colocados verticalmente, de modo a ter em baixo o funil de descarga e em cima a saída de gás, com uma tampa destacável que pode ser retirada para limpeza, e funciona como válvula de alívio em caso de explosão.

Comporta 25 m³ cada um, e, sem os acessórios, custa muito barato.

 

Como são todos iguais, é fácil a colocação de placas termo isolantes: a alta temperatura facilita a digestão de substratos difíceis, potencializa a ação enzimática e  esteriliza os efluentes, matando todos os patógenos.

 

É importante lembrar que biodigestores termofílicos são a grande aposta no futuro, não só da maior produção de gases combustíveis como no desenvolvimento de novas vias para aproveitamento de matérias residuais, tais como o bagaço da cana, que pode ter sua celulose processada por calor/enzima liberando mais matéria prima para produção de açúcar/álcool.                                    As cascas e sobras de qualquer produto agrícola, além de esgotos, se tornam  candidatos naturais, abrindo um mundo novo de possibilidades.

 

O Biodigestor CARIOCA, mesmo trabalhando em grupo, mantêm a individualidade, e a falha de um é compensada pelo funcionamento dos outros.

Também permite a troca de inóculos de várias fases, que estarão presente em algum dos vasos, e podem ser transferidos por bombeamento do sobrenadante, já que tomadas pré instaladas em vários níveis do reator.

 

Pode-se dizer que se vira sozinho, sem apresentar problemas nem precisar muitos cuidados, e que, na ocorrência de alguma dificuldade, a solução é simples.

 

O BIODIGESTOR CARIOCA não precisa de obra civil, impermeabilização ou testes, podendo entrar em funcionamento no mesmo dia que é instalado. Não precisa de máquinas para elevação, nem ocupa espaços amplos, não contamina solo, não é definitivo (é fácil remanejar, religar ou vender). Já traz os tubos para movimentação de fluidos sobrenadante, coleta de precipitados, janelas de observação, tomadas para medição de pH e temperatura ou retirada de amostras em várias alturas e é facilmente interligado á rede.

 

No funil inferior tem uma flange com uma válvula gaveta onde pode ser acoplada uma bomba parafuso que pode retirar até o mais compacto sedimento ou pode receber um misturador para injetar o sobrenadante de outra. Uma solução bem pratica.

 

Por não acumular o gás em si mesmo não é perigoso, usa acumuladores tubulares de baixo custo remotos, o que admite outra interferência bastante útil: nas diversas fases de biodigestão  a concentração do metano varia bastante, e uma operação de seleção do fluxo dos acumuladores por válvulas direcionais permite que gases com teores semelhantes sejam separados e acumulados em campânulas específicas.

 

Assim, quando um Biodigestor Carioca estiver na fase de produzir biogás de alto teor que podem ser vantajosamente acumulados para serem utilizados em processos que admitem biogás in natura de alto teor, economiza-se uma operação de purificação que tem um custo.

 

O mais fácil arranjo é usar um reator para cada dia, e em produtos com baixo tempo de retenção como a vinhaça, utilizar duas linhas em paralelo.

 

Se bem implantado em uma usina de cana pode simplesmente eliminar o consumo de diesel para irrigação e colheita da cana, ou permitir transporte de graça para uma pequena cidade com esgotos e lixo tratados.